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quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Ela não existe


Diversas vezes me peguei fora de órbita questionando, “Porque a babá perfeita não existe?”.  Aconteceu comigo e certamente acontece com quem também utiliza este recurso. Há quem fuja disso, há quem não confie, há quem julgue como tereceirização, há quem não aceite o fato de precisar de ajuda, mas fazendo uma auto-avaliação de minha vida materna (percepção muito pessoal), settei meus eixos para aceitar que sim, eu preciso de ajuda e que não, ela não está me substituindo. 

Pensando cá com meus botões, chego à conclusão de que a perfeição não existe, não por falta de competência, não por falta de confiança e sim para não criarmos dependência deste recurso.  Afinal, quem nunca levou um toco no dia daquela reunião importante e teve que arrumar uma desculpa no trabalho? Se você já passou por isso, toca aqui! Tamu junto nessa luta! 

Atire a primeira chupeta, quem nunca sonhou com uma Mary Poppins?
Meus pensamentos fora de órbita me levam à crer que ela não existe porque...

...quem deve ajudá-los a fazer o dever de casa, sou EU.
...quem deve cantar, ler histórias, estabelecendo nosso elo na hora de dormirem, sou EU.
...quem deve dar banho orientando a dizer a anatomia do corpo (Agora lava o bumbum) , sou EU.
...quem deve garantir que as noções de higiene estão claras para eles, sou EU.
...quem deve dizer "por hoje chega de TV", sou EU.
...quem deve  cuidar do piu-piu para não dar Fimose, sou EU.
...quem deve decidir até quando existirá pepê na hora de dormir, sou EU.
...quem deve perceber o melhor momento para o desfralde, sou EU.
...quem deve dar exemplo comendo frutas e vegetais, sou EU.
...quem deve ensiná-los bons modos à mesa, sou EU.
...quem deve ensiná-los que se sujar tem que limpar, sou EU.
...quem deve ensiná-los que cachorro não é AU-AU,  sou EU.
...quem deve dizer que eles não precisam de todos os brinquedos exibidos no D.Kids, sou EU.
...quem precisa mitigar qual deles é mais dependente ou carente, sou EU.
...quem deve decidir até quando iremos esterilizar as mamadeiras, sou EU.
...quem deve estabelecer regras, sou EU.
...quem deve trabalhar a educação doméstica, sou EU.
...quem deve monitorar a rotina, sou EU.
...quem deve segurá-los no colo em dia de vacina ou coleta de sangue, sou EU.
.... e pra finalizar, quem é insubstituível, sou EU.


Coisas muito simples e claras, inerentes ao nosso dia-a-dia materno, porém , levou um tempinho pra ficha cair por aqui. Hoje posso dizer que os papéis e responsabilidades estão muito bem definidos para que ninguém fique fora do eixo. E melhor, sem a sensação de terceirização. Culpa zero.

Como foi com vocês?

Ju

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Saindo só eu e eles

Era uma tarde de sábado, havia um encontro dazamigas de infância, onde a presença dos respectivos maridos foi vetada. Decidi encarar o desafio, afinal, já estava passando da hora de eu sair "sozinha" com as crias.

Saí de casa confiante, apesar do olhar de desespero do maridex, que perguntou 10 mil vezes se eu tinha certeza que queria ir sozinha, até propôs que eu levasse somente um, mas meu coração mole não aceitou tal proposta descabida, quem sabe isso aconteça um dia, mas vamos devagar, um passo de cada vez please!

Fui preparada para o caos, mas me precavi o maximo possível, os levei jantados, com brinquedinhos, e mamada extra. Escolhemos um local com área kids e deixei claro prazamigas que se caso precisasse, elas me ajudariam e assim foi feito. Sentei pertinho do playground, onde meu campo de visão estava diretamente neles. De vez em quando eles vinham até mim, pediam colinho e depois voltavam à brincar no play.Tudo correu tranquilamente bem. Conseguimos comer, dar risadas, falamos bem e mal de nossos maridos e colocamos os papos em dia. 

Ao final, tive a sensação de estar rompendo mais uma barreira, pois quem me conhece sabe que eu tenho coragem pra muitas coisas e sou altamente medrosa para outras. Tudo bem que eu não estava 100% sozinha com eles, mas objetivo de sair de casa sem babá e sem papai foi uma grande evolução. Principalmente porque sempre tive medo pavor de filhos correndo em restaurantes, se jogando no chão ou incomodando outras pessoas e me faltar pulso firme para contornar. Medo bobo, eu sei, mas graças à Nossa Senhora da Borda de Pizza, os dois colaboraram  e se comportaram muito bem! Ufa! eu sobrevivi!


Certamente vai ter repeteco! 





Bjs,

Ju

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Super Dad party

Nas semanas que antecedem o niver do Momo ele avisa: "eu não quero festa, ok?", eu simplesmente olho pro lado e respondo hanram, ou seja, entra por um ouvido e sai pelo outro. 

É óbvio que eu não acato e sempre arrumo um jeito de comemorar, minha tática é  agir na maciota, fazendo convites para ir ao supermercado e comprando vários itens para festa sem que ele perceba , quando ele dá por si já está inserido no esquema e não tem como fugir...hihihi... Desde sempre foi assim, ainda mais agora com os meninos na fase elouquecida por vela de aniversário, deu bobeira tô festejando, enchendo a casa de amigos e experimentando receitinhas de doces. Sou festeira assumida! 
Agora chega de lenga-lenga e vamos as fotos (de celular, pq eu sempre esqueço de carregar a máquina fotográfica, me matem).


====



Tema mais que apropriado: Super Dad
Feito com muito carinho em parceria com Miss Yuu

Viva o Super Dad!

 


Brigadeiro mole de Nutella e de Leite Ninho

Cake pops de ameixa e Donuts coberto de chocolate




You're my Superhero!









PARABÉNS!



flagra!


PS: Momo, entenda de uma vez por todas! 
Vc completará 100 anos ao nosso lado, então, 
esteja certo que iremos comemorar todos os 100! 
Fui clara?

Bjs,

Ju


sábado, 27 de outubro de 2012

Parabéns Papai!


Só pq essa é a foto preferida dele!


De tanto levar
Flechada do teu olhar
Meu peito até
Parece sabe o quê?
Táuba de tiro ao Álvaro
Não tem mais onde furar
Não tem mais!...

Teu olhar mata mais
Que bala de carabina
Que veneno estricnina
Que peixeira de baiano...

Teu olhar mata mais
Que atropelamento
De automóvel
Mata mais
Que bala de revólver...

============

 Um viva ao pai mais dedicado e neurótico do pedaço! 
Nosso presente é ter você! 
 Te amamos muito!
Mamãe, Vini e Bibi


segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Sobre limites



A fase do terrible two rola solta há tempos por aqui, algumas ações tomadas para que isso não interfira no código de conduta da casa tem dado certo. Porém, uma outra fase vem chegando, das disputas por brinquedos e empurrões. Na verdade a disputa sempre existiu, mas não havia nenhuma agressão, sempre um cedia, ou algum adulto intervia da forma mais justa possível.

Nessas últimas semanas os empurrões tem feito parte do nosso dia-a-dia, dizem que isso demorou muito pra acontecer, tô tentando levar como mais uma fase desafiadora, mas olha, vou te contar, viver isso é completamente diferente de assistir o Super Nanny ou ler a Crescer. 

Nosso plano de contingência está sendo o castigo com cantinho do pensamento, não só pelo castigo e sim pelos limites. Houve um episódio de estarmos com visitas em casa e o Gabriel empurrou o Vinícius contra a parede. Morri de vergonha, senti vontade de ir chorar no banheiro, depois tive vontade de lhe dar umas palmadas ali mesmo, mas retomei a consciência e agachei dizendo que ele não podia bater no irmão. O levei pro outro quarto onde ele ficou longe da tv e das brincadeiras com as visitas. Ficamos a sós e sentados no chão eu expliquei os motivos dele estar ali, no início ele não me levou à sério, tentava levantar, ria (isso me enlouquecia!), mas passado alguns minutos de broncas ele entendeu meu olhar de reprovação, ficou quieto olhando pro chão, parecia estar envergonhado e se esquivava do olho no olho. Demonstrei não ter pressa para sair do quarto, então após 10 minutos ele mais calmo “entendeu”  e me abraçou como um pedido de desculpas.

Dias após isso, ele repetiu o feito e o coloquei de castigo de novo, lhe posicionei sentado de frente pra parede, falei firme, firme mesmo! Você está de castigo! Mamãe não quer que vc empurre o Vinícius nem ninguém! Ordenei, fique aí quietinho e só saia quando eu autorizar! Lá ele ficou, em nenhum momento tentou levantar, no máximo olhava pro lado e eu sem gritar, mas com voz firme falava, olhe pra parede! Você está de castigo! Assim ele acatou, deixei por longos 5 minutos, ao final pedi para ele dar um abraço no irmão e o pedido de desculpas foi feito. Isso serviu de lição pra mim, de que sim eu posso, sim eu tenho autoridade e para o Vinícius, caso ele faça o mesmo. 

Reconheço que seria muito pretensiosa ao dizer que um dia essa fase irá acabar, até porque eu não acredito na maternidade cor de rosa, a vida materna é muito mais obscura que parece, dia após dia  nos faz errar, acertar e aprender com nossos próprios erros.

Impor limites não é fácil, é um trabalho de formiguinha, algo que nossos filhos não aprendem na escola, porém com educação doméstica é completamente possível. Persitência com amor é a alma do negócio, pois o babado é forte e o chumbo é grosso! Ou seja, tamu junto nessa luta diária companheiras!  

Críticas, dicas e sugestões serão bem vindas!

Jú

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Circo!


Respeitável público, tivemos a honra de apresentar o circo aos Japaboys! 


Fomos ao circo que sempre vem à Manaus, são figuras carimbadas por aqui ,  tenho recordações maravilhosas deste circo dos passeios feitos com meu pai e irmãos. Lembro até do cheirinho do lanche, era um Churros e uma Fanta Uva pra cada filho. (A propósito, Fanta Uva ainda existe?) Coisa simples, porém de grande valor afetivo. =)

Com os meninos a satisfação foi somente 50% garantida, Gabriel participou do início ao fim, Vinícius odiou do início ao fim! Bibi riu, Vini chorou. Bibi gargalhou, Vini gritou. Bibi pediu  Bis, Vini pediu para não voltar!

Esses meus filhos não são, nem nunca serão identicos mesmo! O Gabriel sempre demonstrou ter mais medo do escuro e sons altos, no circo eles decidiram inverter os papéis,  e o Vini que sempre foi tranquilo não gostou nenhum pouco das luzes se apagando e da voz grave do apresentador. Freud explica?

Deixo aqui o registro pois sei que no futuro o Vini não vai acreditar que um dia teve medo de palhaço.Rsss... 

Bom find!

Ju

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Top 5 feriadão


Felicidade de mãe é um feriadão prolongado né não? É muuuiiiiito cansativo, porém infinitamente recompensador, me esbaldei. Pena que chegou ao fim! 

Nosso Top 5 do feriadão!

5 - Churras na casa de amigos!
4 - Pizza em família!
3 - Festival de cachorro quente com os primos! (batatinha palha liberada!)
2 - Presentinhos do Dia das Crianças!
1 - Crianças felizes brincando no parquinho do shóps!

 

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

O poder do Tchau!

Visualizem: Crianças se jogando no chão do Shopping e os pais à procura de um buraco pra enfiar a cara. Quem nunca se deparou com a cena???

Graças a Nossa Senhora dos passeios, as birras ainda não ocorrem em lugares públicos, mas os meninos aprenderam a sentar no chão quando não querem entrar ou sair de algum recinto.

Exemplo: O point predileto no shóps é a área kids da Saraiva, eles adoram ficam por lá horas e horas e sempre na hora de ir embora eles sentam pelo meio do caminho. Num passado não muito distante eu os pegava no colo e seguia, íam a contra gosto mas acatavam. De uns tempos pra cá eu mudei de tática, simplesmente deixo e digo Tchau! Mamãe já vai! Pronto! Basta eles perceberem que eu realmente "fui", que levantam  e correm me oferecendo a mãozinha. Ah, se eu soubesse que essa era a solução já teria feito antes!Rá!

Sinceramente, não sei se essa tática de obediência "forçada" me trará problemas no futuro, pois de modo algum quero que eles interpretem isso como uma prática de abandono, mas por ora essa foi a melhor maneira para não passar vergonha.

Eu tive uma criação em que minha mãe não precisava falar absolutamente nada para mostrar sua  insatisfação quanto ao meu comportamento, bastava um olhar e eu já colocava o rabinho entre as pernas e sossegava o faixo. Hoje eu percebo que não era medo, era respeito. 

 E a exemplo de minha mãe também já iniciei a tática do olhar, com o Vini funciona bem, quando ele percebe meus olhares, para o que está fazendo (subindo em alguma coisa) e vem até mim dar beijinho. Com o Gabriel o buraco é mais embaixo, pois esse pequeno tem um grande problema para obedecer, com ele tem que acontecer a intervenção corporal, uma palmadinha na mão e etc, mas assim seguimos, vivendo e aprendendo a arte de educar!

E vcs como fazem? Contem-me tu-do!

Ju

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Aos anônimos

Eu raramente recebo comentário anônimo de alguém que eu realmente não conheça (virtualmente), quando isso ocorre a pessoa deixa de ser anônimo, ao assinar "fulano". Já ouvi muita amiga blogueira falando da importância da restrição aos que ficam na moita, mas nunca me identifiquei com tal situação e por isso deixei o blog aberto a quem quisesse comentar, seja mostrando a cara ou não.

Em toda minha jornada na blogosfera eu quase nunca, recebi comentário de crítico chatinhos, mas durante esse tempo eu coleciono dois, um me chamando de fresca (ok, eu sou!) e outro de neurótica (sou também!). Deixo claro que nunca tive problema par lidar com críticas, principalmente porque nunca tive vergonha fazê-las e muito menos não mostrando quem eu sou. Porém, somos sabedores, que nós seres humanos temos certa dificuldade para dar a cara pra bater. E é nesse ponto que quero chegar.

Gostaria de lembrar que o propósito do blog é compartilhar, ajudar, tirar dúvidas, registrar pérolas dos pitocos e etc....de modo algum eu espero que meus comentaristas digam sobre o que devo escrever ou como devo agir com meus filhos. O blog não está em busca de gurus e sim parcerias. Aqui, as dicas, sugestões e críticas são sempre bem vindas, desde que eu saiba de quem elas vem. 

Portanto, antes que eu apoquente a caxola, a brincadeira de falar o que pensa sem mostrar a cara acabou. Evidente que quem se propõe blogar sobre qualquer assunto deve conhecer o ônus e o bônus e no blog Os Gêmeos da Jú, a crítica só vale ser publicada como bônus se vier com a identidade do dono. Críticas oriundas de pessoas que não se mostram, simplesmente não me interessam e como dona do blog me reservo o direito de somente publicar o que tenho interesse.

Este não é um post "como perder leitores em 300 palavras", eu só quero deixar claro, quem quer discordar tem todo o direito, afinal o que pode ser bom para meus filhos, pode não ser para o seu.  Eu levanto a bandeira das diferenças e que principalmente sejamos felizes com nossas escolhas e posicionamentos, mas não vou tolerar Zé povinho querendo ser troll no anonimato. So sorry! =)


É assim  que eu imagino um comentarista anônimo

 
PS1: A dona da bola sou eu e quem quiser brincar será bem vindo, apenas com a única condição: 
Saia da moita! Simples assim. 

PS2: Adorei restringir os anônimos. Rá! 

Caso alguém não consiga comentar, meu email tá aí.

Ju

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Censurados!


A vovó é nossa provedora de dvds, todas as novidades do mudinho de mídias infantis chegam até nós por intermédio dela. Porém, sabemos que é da natureza das avós serem estragadoras de filhos. Aqui não é diferente.
Para não perder o hábito estragador, ela trouxe um dvd do Tom & Jerry , aquele clássico dos anos 80, lembram? Quando vi torci o nariz, mas para não parecer ingrata, coloquei pra eles assistirem, e pasmem, eles rolavam no chão de tanto rir daquele pobre gato. Confesso que foi bem engraçado o show de gargalhadas, mas bastou assistir um único episódio para me dar conta do quão tosco  esse desenho é. Pirei!
Agi com diplomacia para explicar à vó que esse tipo de desenho aqui não rola, obviamente, ela veio com aquele discurso antigo, que eu e minha irmã assistiamos e nem por isso nos tornamos pessoas agressivas e blá...blá...blá... Mas não adiantou, ela não me convenceu e boicotei o T & J, baixou o espírito Fidel Castro aqui e eu censurei geral! Democracia zero!
Sabem aquele papinho de que a Maternidade nos torna pessoas melhores? Pois é, evoluí! Se um dia eu gostei do T & J, Pica-Pau, Scooby-Doo e cia, hoje eu sou um ser evoluído e não gosto mais.
Porém, entretanto, toda via, meu excelentíssimo maridex não vê maldade quando o Tom esgana o Jerry, acha absolutamente normal o nome verdadeiro do (bulldog) Spike, ser Killer, acho um desenho tipo assim “paz e amor” e sempre que tem uma brechinha coloca o maldito dvd! Mereço????
Mas vem cá, me falem a verdade! Se hoje eles imitam o Doki, como é que eu vou explicar que eles podem assistir a pancadaria do T & J, mas não podem imitar? Hã? Hã? Hã?

Na minha humilde opinião, esses desenhos são totalmente politicamente incorretos .

Então, por favor,  me digam que eu não sou fresca, tirana talvez, mas fresca não!
Backyardigans, voltem! Venham brincar no meu quintal! Please!

Jú

Seja bem vindo!

Este blog foi criado com a intenção de compartilhar as experiências de uma Mãe de Gêmeos de primeira viagem. Aproveitando o embalo para o acompanhamento da família e amigos nesta maratona!!!

Volte sempre ...
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