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terça-feira, 5 de março de 2013

Sessões de fono

Esperamos o tempo necessário para que eles soltassem a língua sozinhos, mas percebi que isso não iria acontecer sem uma ajuda  fonoaudiológica, afinal os dois se comunicam, apontam,  pedem, gesticulam  mas da forma deles, inclusive estabeleceram um dialeto muito comum no mundo do gêmeos, mas falar que é bom NADA! Identificamos que todo problema gira em torno da falta de estímulo, pois tivemos ótimas cuidadoras, porém péssimas estimuladoras e o tempo que eu passo em casa tagarelando loucamente, não é suficiente. Dá pra imaginar a culpa gigantesca que eu sinto por isso? 

O ano de 2013 pediam mudanças, troquei de cuidadora e iniciamos as sessões de fono com os Japaboys. Optamos por uma profissional que nos atende em casa, utilizando o nosso ambiente como ferramenta principal, o que nos proporcionou uma série de dicas e mudanças funcionais no ambiente, como por exemplo: deixar os brinquedos fora do alcance, para que eles tomem iniciativa para pedir. Outra tarefa importante foi aprender a ignora-los e não ceder prontamente a fim de promover a repetição, também estamos trabalhando mais a interação dos dois, atividades relacionadas a psicomotricidade e exercícios de comando e controle.

Nesse curto tempo de terapia já colhemos bons frutos, Vini saiu em disparado e está um tagarela, formando frases curtas e um ótimo perguntador, pra tudo tem um "-que ixo?".  Gabriel, imita sons de bichos, canta as músicas do Hi5 ainda um pouco enrolado, mas tem se esforçado e percebo que muito em breve estará tagarelando também. 

No ponto de vista materno, estou menos encucada e mais confiante, afinal tenho filhos extremamente carinhosos, sociáveis e com ótima linguagem corporal, nosso foco atual é continuar estimulando e acompanhar a evolução. 

Seguem algumas dicas que tirei daqui para ajudar outras mamães e em caso de dúvidas, procurem um Fonoaudiólogo.

                                                           ===========

Estratégias para pais e cuidadores de crianças com Atraso no desenvolvimento da linguagem


· Aguardar, observar e ouvir tudo o que a criança tem para manifestar: gestos, vocalizações e olhares;



· Não atuar de forma diretiva e controladora, dando oportunidade para a criança manifestar seus desejos, interesses e necessidades;


· Fornecer oportunidades que favoreçam a comunicação e saber aguardar uma resposta;

· Usar linguagem compatível com as possibilidades de compreensão pela criança;

· Interpretar atos não intencionais como se fossem atos comunicativos intencionais;

· Não dar automaticamente as coisas para a criança: aguardar que ela tome iniciativa para solicitar os objetos;

· Conhecer as capacidades comunicativas típicas de cada criança e saber que é esse recurso que se pode contar no momento da interação com elas;

· Solicitar pouco de suas capacidades ou exigir acima do que ela pode responder significa possível quebra de interação por falta de sintonia entre os interlocutores;

· Garantir a proximidade física e o contato face a face: esta facilita o intercambio comunicativo;

· Imitar sistematicamente o que a criança faz é uma forma eficiente de chegar ao seu nível: é como sintonizar na mesma estação em que ela opera;

· Dar nome as coisas, de modo natural. Nomear sistematicamente objetos e ações aumenta a possibilidade de compreensão, assim como conduz ao uso de palavras novas;

· As situações do dia a dia devem ser adaptadas de modo que levem a criança a usar a linguagem como um meio privilegiado de ação;

· Criar pequenos problemas cujas soluções impliquem atos comunicativos, EX: dar a mamadeira vazia na hora de tomar o leite, apresentar uma caixa sem o conteúdo que habitualmente à criança encontra dentro dela e assim por diante. Aguardar as atitudes da criança para resolver situações como esta.


O QUE DEVE SER EVITADO


· Tomar sistematicamente a iniciativa da comunicação;



· Ficar testando a capacidade das crianças com ordens e perguntas;



· Ficar dirigindo a ação da criança, dizendo como deve agir ou proceder;

· Interromper o silencio que corresponde ao tempo de espera que deve dar para que a criança tome a iniciativa da comunicação;

· Ficar falando no lugar da criança;

· Falar em excesso sem dar tempo para criança responder ao tomar a iniciativa.


Até mais,

Ju

Comentários
2 Comentários

2 comentários:

Myriam Scotti disse...

Jú, que dicas bacanas! E que bom que tem dado certo. Vc vai ver o quanto eles nos surpreendem diariamente com frases que nem sabemos de onde aprenderam. É muuuito legal!!! Beijos pra vc!!

Ana Carolina disse...

Jú, vai dar tudo certo com esses gatinhos.
E deixa de culpa. Vc é excelente, atenta e dedicada mãe.
Nos mantenha informadas.
Daqui uns dias vai estar mandando eles calarem a boca de tanto tagarelarem nos seus ouvidos...Rrrrsss.

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